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22 de outubro de 2009

Leis do Trabalho e Progresso



Na infância da Humanidade, o homem só aplicava a sua inteligência na procura de alimentos, dos meios de se preservar das intempéries e de se defender dos inimigos. Mas Deus lhe deu, a mais do que ao animal, o desejo constante de melhorar, ou seja, essa aspiração do melhor, que o impele à pesquisa dos meios de melhorar a sua situação, levando-o às descobertas, às invenções, ao aperfeiçoamento da ciência, pois é a ciência que lhe proporciona o que lhe falta.

- Graças às suas pesquisas, a sua inteligência se desenvolve, sua moral se depura. As necessidades do corpo sucedem as necessidades do espírito: após o alimento material, ele necessita do alimento espiritual. É assim que o homem passa da selvageria à civilização.
- O progresso que cada homem realiza individualmente, durante a vida terrena, é coisa insignificante e, num grande número deles, até mesmo imperceptível. Como, então, a Humanidade poderia progredir, sem a preexistência e a reexistência da alma?
- Os Espíritos não vêm livrar o homem da lei do trabalho, mas mostrar-lhe o alvo que deve atingir e a rota que leva a ELE, dizendo: '"Marcha e o atingirás! Encontrarás pedras nos teus passos; mantém-te vigilante, e afasta-as por ti mesmo!

Fontes:
Espírita na Net - por Adriana
O Evangelho Segundo o Espiritismo' – Allan Kardec

7 de outubro de 2009

A dor dos animais.





A ordem da Criação se divide em planos ou instâncias entre o plano animal e o plano hominal.


As plantas e os animais também sofrem, como os homens, também apresentam deformações e aleijões, mas essas coisas são diferentes nos três planos. A matéria é a mesma, mas o conteúdo espiritual (a essência) é diferente. A planta não tem consciência, o animal tem consciência rudimentar, o homem tem consciência definida e possui por isso o livre arbítrio.

A lei fundamental da Natureza é a evolução. Nas fases iniciais de processo evolutivo essa lei é soberana. O mineral, o vegetal e o animal evoluem "empurrados" pelas energias intrínsecas e extrínsecas, ou seja, orgânicas e mesológicas, que representam o que Bergson chamou de "energias criadoras". O homem, que já tomou consciência de si mesmo e do Universo, sofre ainda o impulso dessas energias, mas já pode controlá-las pela sua vontade e orientá-las pela sua consciência. Torna-se então responsável pelos seus atos e enquadra-se na lei moral.

"A vida do animal não é propriamente missão, apresentando, porém, uma finalidade superior que constitui a do seu aperfeiçoamento próprio, através das experiências benfeitoras do trabalho e da aquisição, em longos e pacientes esforços, dos princípios sagrados da inteligência."
Emmanuel - Livro "O Consolador" - Psicografia: Chico Xavier