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2 de junho de 2010

O Espiritismo e os Sonhos - parte1/2

  


O Espiritismo não faz interpretação de sonhos. Eles reproduzem as impressões que o Espírito recebeu nos momentos em que se libertou do corpo físico e podem expressar ou não o que aconteceu nesses momentos. Por outro lado, os sonhos possuem uma importância, seja como mensagens do nosso inconsciente - registros desta ou de existência anteriores - ou como lembranças de experiências de nosso Espírito fora do corpo, no contato com outros Espíritos. No entanto, muito cuidado. Os sonhos precisam ser considerados como probabilidades e não certezas, pois podem simbolizar algo muito diferente ou até mesmo oposto daquilo que aparenta.



Os sonhos têm muitas causas e podem ser entendidos de muitas formas. Eles não precisam ser encarados como negativos e podem ser acolhidos, não em busca de interpretações definitivas, mas promovendo reflexões construtivas. Em casos em que o tipo de sonhos ou a repetição dos mesmos estejam causando medos ou ansiedade para o indivíduo, o recomendável é procurar um analista ou um grupo psicoterápico especializado no assunto.


Ressaltamos o alerta de Allan Kardec, que dedica o capítulo 8 de 'O Livro dos Espíritos' ao fenômeno da emancipação da alma, onde desenvolve um estudo sobre o sono e os sonhos. Questionando a Espiritualidade Superior sobre o significado dos sonhos, foi informando que eles "não são verdadeiros como entendem os leitores de sorte, pelo que é absurdo admitir que sonhar com uma coisa anuncia outra. Eles são verdadeiros no sentido de apresentarem imagens reais para o Espírito, mas que frequentemente, não tem relação com o que se passa na vida corpórea. Muitas vezes, ainda são uma recordação, outras, um pressentimento do futuro, se Deus o permite, ou a visão do que se passa no momento em outro lugar, a que a alma se transporta" (questão 404). Os Benfeitores amigos vão além e distinguem dois tipos de sonhos: aqueles que resultam de uma perturbação decorrente da partida e volta do Espírito durante a emancipação pelo sono, que mescla elementos da vida de vigília e aqueles que são lembranças de nossas atividades espirituais. E alertam: "procurai distinguir bem essas duas espécies de sonho dentre os que vos lembrais; sem isso, caireis em contradições e erros que serão funestos à vossa fé". (questão 402 de 'O Livro dos Espíritos').


André Luiz faz algumas considerações sobre o tema no livro 'Conduta Espírita' (psicografia de Waldo Vieira). No capítulo 30, com o título "Perante os Sonhos", alerta que devemos encarar com naturalidade os sonhos, sem nos preocupar aflitivamente com quaisquer fatos ou ideias que se reportem a eles. Ao invés de buscarmos interpretações complexas, identifiquemos sempre os objetivos edificantes das cenas e histórias percebidas nos sonhos. André Luiz alerta ainda que não devemos dar guarida às interpretações supersticiosas, principalmente àquelas que pretendam correlacionar os sonhos com jogos de azar e acontecimentos mundanos. Além disso, é preciso considerar que a grande maioria dos sonhos é resultado de reflexos psicológicos ou de transformações relativas ao próprio campo orgânico.


Por fim, lembremos André Luiz, que nos informa da necessidade de "preparar um sono tranquilo pela consciência pacificada nas boas obras, acendendo a luz da oração, antes de entregarmo-nos ao repouso normal" (do livro 'Conduta Espírita', capítulo 30). Orientação semelhante nos traz Martins Peralva, afirmando que "o esforço de evangelização de nossas vidas e a luta incessante pela modificação dos nossos costumes, objetivando a purificação dos nossos sentimentos, dar-nos-ão, sem dúvida, o prêmio de sonhos edificantes e maravilhosos, expressando trabalho e realização". (capítulo 27 do livro 'Estudando a Mediunidade').

Fontes:
EspíritanaNet - autoria: Adriana
(texto mantido na íntegra).


Editorial:
Pesquisa e edição final:
Mariangela Ghirotti.

3 de janeiro de 2010

A Cidade dos Nossos Sonhos


Guerra no Oriente Médio, violência nas cidades, presídios superlotados, pessoas sem teto, sem trabalho, sem comida e sem esperança! Quando não ouvimos estas e outras notícias terríveis nos noticiários de rádio e televisão, presenciamos esta deprimente realidade em nosso dia-a-dia, o que talvez seja ainda pior.

Fugindo à estes fatos, podemos conduzir nossos pensamentos para outras paragens, e por que não Nosso Lar(1). Quem não lembra da descrição do Parque das Águas, do aeróbus, das alamedas arborizadas, dos ministérios... Tudo tão bem descrito pelo irmão André Luiz, que temos a impressão de estarmos vendo um belo filme. É a cidade dos nossos sonhos.

Mas, quando voltamos a si e retornamos às ruas de nossa realidade atual (especialmente grandes centros como Rio de Janeiro e São Paulo), que diferença. São sujeira e buracos espalhados por toda parte. Some-se a isto um congestionamento no trânsito que é capaz de enlouquecer até o mais manso dos motoristas. As pessoas passam apressadamente de um lado para outro sem se notarem, nem mesmo se cumprimentarem.

No meio de tanta confusão e, por que não dizer, de uma certa depressão, a imagem de Nosso Lar volta-nos à mente em breves instantes, como uma ponta de esperança, uma luz em meio à escuridão. Suportamos a dura realidade porque, ao desencarnar, iremos para lá. Umbral, nem pensar! Nosso sonho é morar em Nosso Lar. Lá é que seremos realmente felizes.

Reflitamos um pouco... leia mais.

Fontes:
Sites pesquisados:
FEB - Federação Espírita Brasileira (referencias citadas).
Autoria: Marcelo Silva Bortolini de Castro (Cap QEM e Diretor da CME).