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23 de julho de 2010

Telescópio Espacial James Webb estará pronto em 2013.

  
Quando o Telescópio James Webb decolar para seu posto no espaço, a um milhão de milhas de distância, ele será operado por umas 200.000 linhas de código de software. Um dos seus objetivos será procurar por sinais fracos de luz infravermelha para nos ajudar a entender melhor as origens do universo. Como uma falha do sistema envolveria a missão de um ônibus espacial para repará-la, o software precisa estar correto desde o início.

A NASA escolheu uma solução de desenvolvimento de sistemas IBM Rational para ser utilizada por três de seus parceiros na construção do telescópio. A solução atuará como base para todo o projeto que se estenderá por várias décadas, permitindo que diferentes empresas de desenvolvimento "arrastem e soltem" códigos de software diretamente nessa base, que será então automaticamente preenchida para suportar todas as fases do projeto. Essa modelagem pode acelerar o desenvolvimento de software em quase 30%, com verificações de qualidade construídas em cada etapa.

Foi percorrido um longo caminho desde o desenvolvimento do Telescópio Hubble há aproximadamente 20 anos. O Hubble era uma combinação de aplicativos proprietários. Quando uma correção era necessária, os engenheiros tinham que identificar não apenas qual o aplicativo de software resolveria o problema, mas às vezes localizar o próprio desenvolvedor que escrevera o código original anos antes.


O que é o Telescópio Espacial James Webb?
Esse grande telescópio espacial infravermelho está planejado para ser lançado em 2013, substituindo o Telescópio Espacial Hubble. Ele servirá como o principal observatório para milhares de astrônomos no mundo inteiro, na próxima década. O Telescópio Webb buscará traços de luz visível e infravermelha a partir das primeiríssimas estrelas, para oferecer pistas para a formação do Universo.


Em que o Telescópio Webb é diferente do Hubble?
Há algumas semelhanças ? ambos os telescópios estão (ou estarão) no espaço. Ambos buscam aprimorar o nosso entendimento de processos como o nascimento de estrelas e a evolução de galáxias. No entanto, há muitas diferenças.


Para começar, o Telescópio Webb irá primeiramente examinar o Universo nos comprimentos de onda infravermelhos, enquanto o Hubble o estuda em comprimentos de onda ópticos e ultravioletas. O Telescópio Webb também tem um espelho muito maior que o Hubble. Essa área coletora de luz maior significa que ele pode investigar espaços bem maiores de tempo do que o Hubble é capaz. O Hubble está em uma órbita bem próxima ao redor da terra, enquanto o Telescópio Webb estará a um milhão de milhas de distância, no segundo ponto Lagrange (L2).





Especificamente, o que o Telescópio Webb fará?
Ele tem quatro objetivos científicos:

O Fim da Idade Média: A Primeira Luz e Reionização* busca identificar os primeiros objetos luminosos que se formaram no princípio do Universo e segue a história da ionização.

O Grupo de Galáxias* determinará como galáxias e matéria escura, incluindo gás, estrelas e núcleos ativos evoluíram até os dias atuais.
O Nascimento de Estrelas e Sistemas Protoplanetários* focaliza o nascimento e desenvolvimento pioneiro de estrelas e planetas.

Sistemas planetários e a origem da vida* estuda as propriedades físicas e químicas de sistemas solares (incluindo o nosso).

Onde ele irá orbitar?
O Telescópio Webb ficará localizado no segundo ponto Lagrange (L2) do sistema Sol-Terra, a aproximadamente um milhão de milhas da Terra. As forças combinadas gravitacionais do Sol e da Terra quase podem segurar uma nave espacial neste ponto e é necessária relativamente pouca propulsão de foguete para manter uma nave espacial próxima a L2. A temperatura fria e estável do ponto L2 permitirá que ele faça observações bastante sensíveis, necessárias sobre infravermelho.



Qual o tamanho dele?
O Telescópio Webb tem o tamanho de um ônibus escolar e tem um espelho grande, de 6,5 metros de diâmetro e um guarda-sol do tamanho de uma quadra de tênis. O espelho e o guarda-sol não caberão inteiros na nave; por isso ambos se dobrarão e abrirão apenas quando o Telescópio estiver no espaço sideral.


Quem está desenvolvendo o Telescópio?
O Telescópio Webb é uma colaboração internacional entre a NASA*, a ESA (Agência Espacial Européia)*, e a CSA (Agência Espacial Canadense)*. A NASA tem responsabilidade geral e seu Centro de Vôo Espacial Goddard* está gerenciando o esforço de desenvolvimento. Acima de 1.000 pessoas em mais de 17 países estão trabalhando no projeto.


Quem é James Webb e por que ele tem um telescópio com o seu nome?
James Webb é um antigo Administrador da NASA que estabeleceu a infra-estrutura para as missões do Apolo à lua.


Cronologia IBM e NASA:
1944
A IBM ajuda a projetar e construir a Calculadora Controlada de Seqüência Automática* para a Universidade de Harvard. Ela é utilizada por cientistas da Marinha para preparar tabelas balísticas.
1957
Dois computadores IBM 704* são utilizados para controlar o Sputnik I da União Soviética, o primeiro satélite artificial do mundo.
1959
Os Estados Unidos apressam seu lançamento de satélite, incluindo o primeiro vôo de macacos dos E.U.A. (Able e Baker) ao espaço sideral. Um sistema de processamento de dados IBM 709* é utilizado nesse esforço.
1962
O Astronauta John Glenn, do Projeto Mercury, na cápsula espacial Friendship 7, se torna o primeiro americano a entrar em órbita da Terra. Seu vôo histórico, de três órbitas em quatro horas, foi monitorado em tempo real por computadores IBM.
1968
Uma Unidade de Instrumento montada pela IBM*, de 2 ton, 1 m de altura, 6,5 m de diâmetro, guia os astronautas da Apolo 8 no primeiro vôo tripulado ao redor da lua.
1969
Os astronautas da Apolo 11 fazem o primeiro pouso tripulado na Lua, com a ajuda de computadores IBM
1970
Computadores IBM em Houston ajudam controladores de vôo no dramático salvamento da Apolo 13.
1971
Computadores IBM ajudam a guiar o pouso da Apolo 14 e da Apolo 15 na Lua. Fotografias capturadas pela Mariner 9, a primeira nave espacial a orbitar Marte, são aprimoradas por computadores IBM.
1982/1985
A tecnologia IBM suporta vôos bem-sucedidos dos Ônibus Espaciais Columbia, Challenger, Discovery, Atlantis e Endeavour, respectivamente.
1993
O IBM ThinkPad 750C* torna-se o primeiro computador portátil moderno a voar no espaço, como parte da missão do Ônibus Espacial Endeavour para restaurar o Telescópio Hubble.
1997
O Pathfinder da NASA, equipado com tecnologia IBM RS/6000 para seu computador integrado, pousa em Marte.
2002
A IBM trabalha em conjunto com cientistas da NASA para analisar dados tele-robóticos durante as expedições MER (Mars Exploration Rover) 2003.
2006
A NASA utiliza o IBM software para desenvolver software e sistemas que irão operar o Telescópio Espacial James Webb, que irá procurar mais de perto o início do tempo e a formação não observada das primeiras galáxias.




Fontes:

IBM/NASA
Sobre o Telescópio Espacial James Webb - NASA


Editorial:
Pesquisa, tradução e edição final:
Mariangela Ghirotti


Veja também:
Telescópio Espacial James Webb - Site da NASA
Tecnologia por trás do telescópio - IBM Rational
Viagem e transporte - IBM no segmento aéreo
Esteja em dia com a inovação - Histórias de inovação

19 de julho de 2010

Conheça melhor o Google Earth5.2

  


Análise de Rodrigo Lima.

"O programa está quase perfeito, rodando levemente em seu sistema. Novas funções estão sempre sendo adicionadas, o que torna o Google Earth o principal nome deste gênero. Muito Recomendado."

O Google Earth é o software pioneiro entre os que utilizam satélites e mapas para entreter seu público. Desde a sua primeira versão, ele vem inovando cada vez mais. Por isto, não é a toa que o programa é o mais conhecido no Brasil, em relação aos seus concorrentes.
O maior atrativo do programa é a possibilidade de se "viajar" a qualquer lugar do planeta sem a necessidade de sair de casa. Google Earth utiliza mapas junto com imagens de satélites para trazer as informações geográficas ao seu alcance. Procure por um ponto turístico, ou endereço conhecido, diretamente na barra de pesquisa.Em poucos segundos ele estará lá, na sua tela!
Ele também oferece serviço de busca de escolas, parques, restaurantes e hotéis e todos os tipos de serviços úteis. Você pode rotacionar a imagem para visualizar de maneira mais real, terrenos e construções tridimensionais. Salve suas buscas aos favoritos, adicionando suas próprias anotações.
Viajando pelos lugares, você também encontra a opção para adicionar ou consultar os dados referentes a eles. O Google Earth disponibiliza citações vindas da Wikipédia que falam a respeito dos locais. Além disto, em muitos pontos conhecidos, é possível ver e adicionar fotos relacionadas, através do serviço do Panoramio.

Novidades na versão 5.2

Em sua versão 5.2, o aplicativo teve aprimorada sua conexão com aparelhos GPS, trazendo até mesmo estatísticas sobre o caminho percorrido. O aplicativo agora exibe, diretamente em sua janela, um gráfico com a elevação do terreno e a velocidade atual.
Com as informações armazenadas na ferramenta, podemos visualizar uma simulação do caminho feito cruzando com as informações de velocidade e elevação do terreno. Confira abaixo uma demonstração dos novos recursos:

Google Earth vai à Galáxia...

Viajar pela Terra é pouco para você? Que tal fazer uma visita ao espaço e conhecer todas as constelações? O programa te leva literalmente às estrelas, fazendo com que você conheça os astros que fazem parte de todas as constelações.
Nesta versão 5,  é possível viajar até Marte e também à Lua. Claro que lá não existem tantos atrativos para se conhecer, mas as informações e imagens oficiais disponibilizadas pela Nasa são muito interessantes.

... e também aos oceanos

As texturas dos Oceanos foram melhoradas e existem mais funções para explorá-los. Agora você encontra informações de naufrágios, espécies marítimas, expedições e tudo o que cerca os Sete Mares.
Roda em Windows 2000, XP, 2003, Vista
Disponível nos idiomas InglêsInglês

(não hospedamos downloads, apenas informamos as fontes e onde estão hospedados na web).

Fonte:
Superdownloads.com.br

10 de março de 2010

Foguete Falcon 9 da SpaceX faz prova de queima inicial dos motores e termina por abortar os testes.

  


Foguete Falcon 9. Crédito SpaceX.
SpaceX (Space Exploration Technologies Corporation) aguardava apenas a liberação da palavra oficial sobre o que aconteceu com o teste de terça-feira 09/03/2010 hà 3,5 segundos para o lançamento do foguete Falcon 9. O teste abortado imediatamente após ter começado e a falha ao iniciar o sistema forçou o encerramento precoce do lançamento.

O Falcon 9 situa-se no Complexo de Lançamento 40 na Estação da Força Aérea no Cabo Canaveral, e no Centro Espacial Kennedy, (a cerca de 4 quilômetros de distância) um estrondo abafado foi ouvido no momento da ignição, 1:41 pm EST. "Hoje SpaceX realizada nossa primeira Static Fire para o veículo lançador Falcon 9," disse Emily shankin da SpaceX em um comunicado de imprensa. "Contamos até um T-2 segundos e abortamos a missão em Spin Start. Dado que este foi o nosso primeiro evento a abortar neste bloco, estamos decididos a dar uma boa olhada no foguete antes de tentar novamente. Tudo parece ótimo à primeira vista".

imagem por SpaceX
Uma webcam online em Spaceflightnow.com mostrou um lampejo e uma pequena nuvem de fumaça, e então nada. Outros observadores no local dizem que surgiu como se os computadores de vôo detectassem um problema e desligassem automaticamente os motores antes do teste, concluiram. O teste de queima é considerado um dos principais objectivos para o primeiro lançamento da Falcon 9, agora marcada para 22 de março, mas as autoridades dizem que o lançamento é mais provável ocorrer em abril.
imagem por SpaceX
Aqui está o relato de imprensa do lançamento do SpaceX:
Completamos a preparação da almofada no tempo e com boa execução.
A contagem regressiva integrada com a gama inclui controlos HoldFire, banda de telemetria-S, banda, banda C, e verificado a STF simulada.
Completamos hélio, oxigênio líquido (LOX), e cargas de combustível para dentro, em décimos de um por cento em condições de T-zero.
Tanques pressionados nominalmente e passamos a contagem de todos os terminais, software de vôo e verificações de terreno, e abortar software direito para baixo ha T-2 segundos.
Nós encontramos um problema com o sistema que começa a girar e abortado nominalmente.
Como parte do abortar, fechamos as pré-válvulas para isolar os motores do tanque de combustível e purgar os propulsores residuais.
As breves chamas vistas no vídeo são queimas de LOX e do querosene na almofada. Os motores não inflamaram e não houve incêndio no motor.
Nós detanked e asseguramos o veículo e a plataforma de lançamento. Análise preliminar mostra todos os outros sistemas necessários para atingir a ignição completa-se dentro da especificação. Todos os sistemas das outras almofadas trabalharam nominalmente. Inspeções serão concluídas hoje. As inspeções de amanhã serão compostas da análise de dados e atualizações de procedimentos. Commodities serão repondidas amanhã, incluindo as cargas TEB, LOX e entregas de hélio.
Verificaremos se possível fazer nova tentativa de queima estática em três ou quatro dias.

As medidas do foguete Falcon 9 são 47 metros (154 pés) de comprimento e 4 metros (12 pés) de largura, e para o próximo teste de lançamento da carga de queima será usado um protótipo da cápsula da empresa Dragon, desenvolvido para transportar equipamentos da NASA para a Estação Espacial Internacional.
Os nove motores Merlin 1C irão produzir cerca de 825.000 libras de empuxo total, cerca de quatro vezes a potência de um jato 747, com força total. Os motores consomem cerca de 3.200 libras de propulsores de oxigênio líquido e querosene por segundo, de acordo com a SpaceX.
Fontes:
Universe Today.com
SpaceX

Texto original em inglês, por Nancy Atkinson
Tradução, adaptação e inclusão de textos complementares por Mariangela Ghirotti.

11 de setembro de 2009

Nave Atlantis faz reparos no Telescópio Espacial Hubble.

O objetivo é de melhorar o funcionamento do telescópio.
As previsões meteorológicas da NASA foram favoráveis ao lançamento, que partiu as 15h01 (Brasília) do Centro Espacial Kennedy, no sul da Flórida.
A missão durou 11 dias, nos quais os astronautas dotaram o Hubble, em cinco caminhadas espaciais, de novas baterias, giroscópios e câmaras, entre outros equipamentos.Veja imagens da missão neste vídeo.


20 de julho de 2009

Descoberta colisão de quatro galáxias colossais.

Ampliar Foto

Quatro galáxias estão chocando entre si, em uma das maiores colisões nunca vistas, dizem os cientistas. O galáctico acidente foi observado por astrônomos usando o Telescópio Espacial Spitzer, da NASA, em agosto de 2007, que detectou imagens provenientes de um aglomerado de galáxias quase cinco bilhões de anos-luz de distância.

Cientistas dizem que a colisão é uma das maiores já observadas e acabará por constituir uma nova galáxia com dez vezes o tamanho da Via Láctea. Quando totalmente fundidas, a nova galáxia será de até dez vezes maior que a Via Láctea, dizem os astrônomos.

"A maioria das fusões galácticas são como pequenos caminhões colidindo, cheios com areia", explica Kenneth Rines, um astrônomo da Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics. "Essa grande concentração é como duas grandes plataformas cheias de areia colidindo e arremessando areia por toda parte. Nesse caso, a areia representa as estrelas."

Fontes:

National Geographic News by Sara Bennington McPherson.

NASA - Illustration courtesy-

JPL-Caltech/Harvard-Smithsonian.

CFA / ESA

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18 de julho de 2009

Colisão de galáxias comemora o 16º aniversário do Hubble.

Imagem 1Arp 272, a galáxia olhos de coruja.

A coruja - como forma da Arp 272 faz parte da "Grande Muralha" de galáxias na constelação Hércules, há 450 milhões de anos-luz de distância.

 
 

A colisão de duas galáxias espirais (acima), conhecidas como Arp 272, fazem parte de uma coleção de 59 imagens divulgadas em honra do Telescópio Espacial Hubble, no seu 18º aniversário, em 24 de abril de 2008.



 O novo atlas de fusões galácticas é o maior acervo de imagens do satélite espacial Hubble ainda divulgado ao público, de acordo com a NASA.

Apesar da sua reputação como estruturas estáticas, galáxias colidem freqüentemente e morfam-se em novas formas peculiares. O novo atlas cósmico poderá ser um teste interestelar, com imagens de formações que se assemelham às formas mais surreais, lembrando-nos de tudo, desde a vida marinha a instrumentos odontológicos (imagem 3).


Fontes de Pesquisa:

  • National Geographic Site – Galactics

  • Imagens da NASA, da ESA, e do Hubble Heritage Team (STScI / AURA)
  • ESA/Hubble.
  • Créditos:
    • A. Evans (University Virgínia, Charlottesville / NRAO / Stony Brook University),
    • K. Noll (STScI), e J. Westphal (Caltech).


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